terça-feira, 19 de maio de 2009

Personalidade: me definindo em uma palavra

Resolvi perguntar para as pessoas: "fala uma palavra que combina comigo ou me define". E elas passaram a dar diversos adjetivos sobre mim. (o motivo da pergunta se desvirtuou totalmente, na verdade era pra ter inspiração pra criar um email novo q tivesse a ver comigo)



Resultados:
Neto: meiga, confiável, dedicada
Bete: natureza, apaixonada
Fe: inteligente, excêntrica
Bruna: misteriosa, menina
Marina: tranquila, discreta, compreensiva
Desirée: mignon, psicóloga, competente
Gi Rocha: inteligentíssima, leve, amiga
Ti: inteligente, carinhosa, distraída


Confetes à parte (que todo mundo foi bonzinho comigo e só falou coisas boas), o mais curioso é que ninguém respondeu igual a ninguém, e foi daí que surgiu a idéia de escrever sobre esse resultado. Uma das pessoas, quando mostrei os diferentes resultados, comentou: "Todas de fato dizem respeito a você. Digo, parecem todas dentro da classe "giovana" pra mim".

Segundo Skinner, não existe personalidade, ou um "eu" responsável pelo comportamento. Por exemplo, um "eu inteligente", responsável por "comportamentos inteligentes". Um "eu", ou uma "personalidade" é, na melhor das hipóteses, um repertório de comportamento partilhado por um conjunto organizado de contingências (Skinner, 1974).As pessoas que deram os adjetivos acima convivem comigo em circunstâncias bastante diferentes uma das outras. Só por aí, já começamos a entender que as contingências responsáveis pelo meu comportamento tornam-se bem diferentes, fazendo com que elas me definam, cada uma, de um modo. Outro fator importante é que cada pessoa pode ficar sob controle de classes diferentes do meu repertório comportamental, ao responder a minha pergunta.

A personalidade, para a Análise do Comportamento, é um repertório comportamental adquirido e compartilhado por um conjunto organizado de contingências, com alta probabilidade de ocorrência, dadas tais contingências. Complicou? Digamos que eu "sou psicóloga" quando estou em minha clínica, "sou confiável" quando guardo um segredo sem julgar, "sou discreta" quando me contenho e, ao contrário, "sou moleca" quando faço palhacice. Em cada contexto, a probabilidade de eu me comportar segundo esses adjetivos é alta. Mas há outros adjetivos que dificilmente alguém me daria seja qual for o contexto, ou em contextos que não sinalizem que os comportamentos correspondentes possam ser reforçados pela sociedade. Circunstâncias diferentes (Sd's), respostas diferentes, e cada qual reforçada a seu modo.

Obs: foi muito interessante, recomendo vcs experimentarem fazer essa pergunta pra algumas pessoas sobre vcs.

4 comentários:

CafeComBorboletas disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
CafeComBorboletas disse...

Sou de Brasília e sou analista do cpto. De vez em quando acompanho seu blog. Que bom que vc voltou a atualizar... =)

Neto disse...

Muito bom mesmo Gí, seja bem vinda de volta à ativa!

Roberto Gomes Marques disse...

Vou te mandar um email sobre minha monografia ok? a proposito, vc é minha parecerista. Então me responda por favor Gi..o seu blog está show de bola.
Roberto G. Marques